Finanças e Investimentos

Valor do dinheiro e a inflação

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4 meses atrás

POR: Kleber Stumpf

O valor do Dinheiro e a inflação

Você já deve estar careca de ouvir que valor do dinheiro do está diretamente relacionado a inflação. E a inflação nada mais é do que o nome em “economês” utilizado para definir o efeito do aumento generalizado dos preços e, consecutivamente a perda do poder de compra da moeda.

Inflação
Inflação

A medição da inflação ocorre por diversos índices. Os mais comuns são IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) medido pelo IBGE que é o índice oficial de inflação, e o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) medido pela FGV.

A diferença final entre os índices acontece pela base de cálculo porque cada índice dá um peso maior a cada setor da economia, diferença essa que tem ficado cada vez menor ao passar do tempo.

Porém, via de regra para contratos públicos ou investimentos em tesouro direto o índice utilizado é o IPCA. Já para contratos entre particulares, principalmente se tratando de contratos de aluguel o índice de inflação utilizado é o IGP-M.

Meta de Inflação

Para que a economia ande da melhor forma possível existe uma meta de inflação que é definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).

Esta meta hoje é de 4,50% ao ano com um desvio permitido de 2% para mais ou 2% para menos (ficando entre 2,50% e 6,50% ao ano). No momento em que escrevo o IPCA acumulado dos últimos 12 meses está em 3,59%.

A Hiperinflação

Desde o surgimento do plano real em 1994 a inflação anda sob controle, um aumento nos preços gerais no decorrer de um ano na casa de 6% é totalmente aceitável. Mas nem sempre foi assim no Brasil e o valor do dinheiro mudava drasticamente de um dia para o outro.

Do ano de 1984 até o ano de 1994 os Brasileiros sofreram com um período chamado de Hiperinflação. Nestas décadas passamos por 7 planos econômicos diferentes além de um vai e vem de moedas como Cruzeiro, Cruzeiro Novo, Cruzado, Cruzado Novo, Cruzeiro Real e chegando finalmente a estabilidade em 1994 com o Real.

No ano de 1989 a inflação no brasil chegou a incríveis 1.972% em um ano, ou seja, um bem que no início do ano custava 1.000 Cruzados no final do ano custava incríveis 20.790 Cruzados!

A vida nesta época era caótica e, para sobreviver a população precisava gastar seu salário imediatamente. Esse desespero acontecia justamente por que ao receber seu salário hoje, o preço dos produtos na prateleira do mercado era um… e amanhã o preço estaria muito maior.

Os preços estavam realmente “loucos”, na realidade daquela época você podia escolher entre comprar um carro zero hoje um ou fogão no mês que vem. Esta corrida para o consumo só agravava o processo, pois quanto maior a procura maior o preço.

Devido a insegurança dos preços futuros, praticamente não haviam compras a prazo. A insanidade era tamanha que nas prateleiras dos supermercados era possível ver as etiquetas de remarcação de preços uma sobre as outras, era comum inclusive iniciar a remarcação dos preços no final do dia com os preços do dia seguinte.

Moral da História

Este período caótico na economia brasileira forçou a população a criar alguns hábitos de consumo que não são nada saudáveis em tempos de estabilidade econômica como o que vivemos.

Na área de investimentos por exemplo, os imóveis nas décadas de 80 e 90 eram ótimos negócios, uma vez que os imóveis são ativos reais e mantém o valor do dinheiro. Uma das melhores formas de proteger o capital contra a estabilidade da hiperinflação era a compra de um imóvel.

Um investimento para poucos pois, como o crédito era extremamente escasso era necessário ter dinheiro para a compra do imóvel.

Entretanto, com a estabilização do valor do real e a possibilidade de se fazer previsões econômicas, surgiram muitas opções de investimentos muito mais atrativas a qual a grande maioria não presta atenção, ficando limitada aos investimentos em imóveis e a famosa caderneta de poupança.

Antes do plano real, o crédito era muito escasso, porém agora se tornou abundante. Agora é super acessível inclusive as classes mais baixas. Essa facilidade de se comprar parcelado com bancos, lojas, financeiras trouxe outro problema as famílias brasileiras.

O alto índice de endividamento. De acordo com a pesquisa nacional de endividamento e inadimplência 22,40% das famílias brasileiras estão endividadas.

Assunto que nos leva ao próximo capitulo. Poupar ou consumir?

Caso o conteúdo não tenha ficado claro, fique a vontade para deixar sua dúvida nos comentários ou mandar para meu e-mail e irei responder o mais breve possível.

Eu tenho um sonho que é levar a educação financeira a todos os brasileiros para que todos tenham uma condição de vida digna. Me ajude a realizar este sonho compartilhando este material com o maior número de pessoas possíveis.

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